A fotografia entrou na minha vida como uma forma de olhar e ficou como uma forma de estar.
Iniciei a minha formação no Centro de Arte & Comunicação Visual, Ar.Co, em Lisboa, mas foi através de um percurso contínuo de estudo, prática e formação avançada, ao longo de muitos anos, que a minha linguagem se consolidou. A aprendizagem nunca foi um ponto de partida. Foi sempre um processo.
O retrato é o centro de tudo o que faço.
Seja uma pessoa anónima, um criador, um dirigente, um político ou um objeto que representa uma marca, abordo sempre o trabalho como retrato: uma tentativa de revelar identidade, presença e intenção através da luz, da forma e do enquadramento. As diferenças entre institucional, corporativo, editorial ou autoral são apenas contextos de aplicação. A linguagem é uma só: retrato.
Desde 2005 até à atual legislatura fui o fotógrafo responsável pelos retratos oficiais dos Deputados da Assembleia da República. Nesse território altamente codificado, aprendi que a neutralidade também pode ser expressiva, e que a coerência visual é uma forma de respeito. Criei o sistema, o método e a estrutura que permitiram normalizar e dignificar a imagem institucional dos representantes eleitos. Um trabalho invisível para muitos, mas estrutural para todos.
Em paralelo, desenvolvi uma relação íntima com a matéria da fotografia. Durante mais de uma década trabalhei como impressor especializado em fotografia a preto e branco, guiado pelo Sistema de Zonas. Foi aí que aprendi que uma fotografia não termina no obturador: só se completa quando encontra o papel, a densidade certa do preto e a respiração dos meios-tons. Hoje, o digital.
A minha prática vive dessa dupla fidelidade: à pessoa diante da câmara e à fotografia enquanto objeto. Não me interessa apenas criar imagens eficazes. Interessa-me criar imagens que resistam, que tenham peso, que permaneçam.
Nos últimos anos, abri o meu estúdio à formação. Workshops e masterclasses tornaram-se uma extensão natural do meu percurso: um espaço onde partilho décadas de experiência real, rigor técnico e pensamento visual com quem quer levar o retrato a um patamar mais consciente e mais autoral.
Trabalho atento ao presente e às suas transformações estéticas, mas recuso o efémero. O que procuro é criar imagens com identidade, memória e verdade.
Se procura fotografia como linguagem, como presença e como legado,
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